Brasília (DF) – O culpado pela queda de popularidade
da presidente Dilma Rousseff, divulgada pela pesquisa CNI/Ibope nesta
quinta-feira (27), é o conjunto da obra do governo federal. Esta é a
avaliação do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, dada em
entrevista coletiva no Senado. Segundo a pesquisa, o índice de aprovação
da gestão petista desabou sete pontos percentuais desde a última
apuração, em dezembro do ano passado. Foi de 43% para 36%.
“Esses
indicadores que mostram uma queda da popularidade da presidente e do seu
governo são resultado do conjunto da obra. Não é apenas Pasadena e a
Petrobras. Certamente, todas essas denúncias impactam sim na
consciência, na expectativa dos brasileiros, mas é o conjunto da obra”,
afirmou.
Economia
O senador destacou que os
brasileiros não estão satisfeitos com a maneira de governar da atual
gestão, sobretudo no que diz respeito a políticas econômicas, de
controle à inflação e ao desemprego.
“A equação que o PT nos lega é
de inflação alta com crescimento baixo. A perda de credibilidade do
Brasil ocorreu em uma velocidade estratosférica. No ponto de vista da
infraestrutura, nós patinamos até aqui. Passamos dez anos vendo o PT
demonizar a participação do setor privado, e o que ocorre hoje? Tudo
parado, tudo no meio do caminho. O custo Brasil elevadíssimo, e o Brasil
cada vez encolhendo mais a sua participação no comércio externo”,
avaliou.
Aécio lembrou ainda que, há dez anos, o Brasil integrava o
grupo de países emergentes mais promissores, os Brics, formados também
por Rússia, Índia, China e África do Sul. Hoje, “há um temor enorme de
que a má gestão da economia possa trazer problemas”.
Descontentamento
Para
Aécio, o descontentamento da população com o rumo das políticas
públicas desenvolvidas pela gestão petista fica bem claro nos resultados
da pesquisa CNI/Ibope.
O índice de brasileiros que desaprovam as
ações do governo superou os que aprovam em todas as nove áreas de
atuação avaliadas – educação, saúde, combate ao desemprego, segurança
pública, combate à fome e à pobreza, meio ambiente, impostos, combate à
inflação e taxa de juros.
“Na área social, nem se fala. Patinamos
na educação, nos últimos lugares nos rankings internacionais. Na saúde, a
omissão do governo: hoje eles participam muito menos do que
participavam há dez anos do conjunto do financiamento da saúde pública,
de 54% para 46%. Na segurança pública, a omissão chega a ser criminosa.
87% de tudo o que se gasta em segurança pública vem dos estados e dos
municípios. O governo federal não tem uma política nacional de segurança
pública”, acentuou.
E completou: “Esses resultados são a ponta do
iceberg. Eles começam a apontar para um governo que vive, a meu ver, os
seus estertores. A culpa é do conjunto da obra”.
Fonte: www.psdb.org.br